A indústria de semicondutores investiu US$ 1 bilhão no Brasil na última década, faturou R$ 2 bilhões, e gera 2 mil empregos. Os números foram divulgados hoje, 11, pela Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), em evento que reúne empresas do setor, no Rio de Janeiro.

Rogério Nunes, presidente da associação, abriu o encontro destacando as oportunidades de crescimento do setor de semicondutores e a necessidade de Brasil ter uma presença mais forte no segmento. Segundo ele, o Brasil tem “ainda uma posição incipiente” no mercado mundial, que deve movimentar US$ 350 bilhões neste ano e US$ 450 bilhões em 2019.

Um das necessidades da expansão do segmento no país, segundo Nunes, é a redução do déficit comercial do setor, que chega a US$ 6 bilhões somente em semicondutores e a US$ 36 bilhões em toda a indústria eletroeletrônica (intensiva na utilização de chips).

O presidente da Unitec Semicondutores (maior e mais moderna fábrica do setor no hemisfério Sul, situada no Brasil) e vice-presidente da Abisemi, Frederico Blumenschein, ressaltou que o setor deve aproveitar oportunidade no uso de chips em saúde, iluminação pública, transportes e logística. Um dos desafios do setor, afirma Blumenschein, é fazer frente à redução de custos e à menor demanda mundial, que resulta num acelerado processo de consolidação global. Apenas em 2015 foram 14 fusões e aquisições –mais do que as 5 realizadas entre 2010 e 2014.

Presente à abertura do evento, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, traçou um panorama da economia brasileira e se mostrou confiante com a superação da crise. Uma das saídas é apoiar, segundo ele, “as novas fronteiras” de crescimento, como as indústrias de alta tecnologia e grande potencial de inovação, mencionando o setor de semicondutores. “Existem muitas oportunidades [para o uso de semicondutores] nas áreas de logística, energia e transporte urbano”, afirmou.

A abertura do evento contou também com a participação do secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Carlos Gadelha, e do coordenador-geral de microeletrônica do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Henrique Miguel. (Com assessoria de imprensa)

Fonte: Telesínstese

http://www.telesintese.com.br/industria-de-semicondutores-fatura-r-2-bi-ao-ano-brasil/

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