Ainda que incipiente no Brasil, indústria de semicondutores já investiu no País US$ 1 bilhão, tem faturamento de R$ 2 bilhões e gera dois mil empregos, conforme afirmou o presidente da Abisemi, associação que reúne as empresas desse setor, Rogério Nunes. Segundo ele, o mercado mundial desse setor deve movimentar US$ 350 bilhões neste ano e US$ 450 bilhões em 2019.


Nunes, que falou durante a abertura do South America Semiconductor Strategy Summit 2015, que acontece no Rio de Janeiro, afirmou que um das necessidades da expansão do segmento no País é a redução do déficit comercial do setor, que chega a US$ 6 bilhões somente em semicondutores e a US$ 36 bilhões em toda a indústria eletroeletrônica (intensiva na utilização de chips). 

O presidente da Unitec Semicondutores e vice-presidente da Abisemi, Frederico Blumenschein, ressaltou que um dos desafios do setor é fazer frente à redução de custos e à menor demanda mundial, que resulta num acelerado processo de consolidação global. Apenas em 2015 foram 14 fusões e aquisições, mais do que as cinco realizadas entre 2010 e 2014. 

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, por sua vez, traçou um panorama da economia brasileira e se mostrou confiante com a superação da crise. Uma das saídas é apoiar, segundo ele, "as novas fronteiras" de crescimento, como as indústrias de alta tecnologia e grande potencial de inovação, mencionando o setor de semicondutores. "Existem muitas oportunidades [para o uso de semicondutores] nas áreas de logística, energia e  transporte urbano", afirmou. 

 

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