Os painéis solares orgânicos (OPV) são uma tecnologia nova, muito promissora e com um enorme potencial de mercado. O OPV é leve, transparente, flexível, reciclável, tem baixa pegada de carbono e grande apelo para design. Essas características, quando combinadas, habilitam o desenvolvimento de novos mercados, que até então não estavam disponíveis para energia solar.

No Brasil, a energia solar representa uma enorme oportunidade, constitui apenas 0,02% da matriz energética brasileira e cresce a taxas exponenciais tomando cada vez mais importância com a queda dos preços e surgimento de novas tecnologias, como o OPV. A geração distribuída é uma tendência que visa a geração de energia próximo de onde ela é consumida, evitando-se assim, as perdas resultantes das linhas de transmissão, e o conceito de sustentabilidade é perseguido por toda a sociedade e passa a ser uma preocupação também do setor elétrico.

A integração da energia solar a edificações e ao espaço urbano é inevitável e a micro e mini geração surge nesse contexto impulsionada, inclusive, por regulamentação específica da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a resolução nº 687/2015. O setor elétrico passará por mudanças e algumas das companhias energéticas já perceberam a necessidade de sofisticação do modelo de negócios utilizado e algumas lideram esse processo de inovação.

Foi nesse contexto que a ENERGISA identificou uma enorme oportunidade, e está investindo mais de R$3M no desenvolvimento de um projeto de P&D visando a concepção de um novo produto, o OPV adesivo. Este conceito, simplificadamente, é uma espécie de “insulfilm solar” para aplicação em fachadas de vidro, tornando essas grandes áreas disponíveis nas edificações dos grandes centros urbanos em verdadeiras usinas fotovoltaicas verticais.

O parceiro tecnológico de desenvolvimento é o CSEM Brasil, com sede em Belo Horizonte/MG, que, desde 2010, efetua pesquisas em eletrônica orgânica impressa com foco em energia. O CSEM Brasil é único centro tecnológico no país habilitado em todas as etapas da pesquisa e produção dos painéis OPV e apresenta os melhores resultados a nível mundial, possuindo a maior e mais moderna linha de fabricação.

“Tenho plena convicção de que estamos desenvolvendo algo que poderá mudar a forma como geramos e percebemos a energia num futuro muito próximo. Estamos falando de um novo conceito: energia limpa, com potencial de baixíssimo custo e que pode ser integrada a praticamente tudo. O potencial é imensurável”, explica Tiago Alves, CEO do CSEM Brasil.

Estamos frente a uma revolução energética que floresce pelas novas necessidades dos consumidores e dos centros urbanos, da busca por alternativas sustentáveis e pela concepção de novas tecnologias que viabilizam esse movimento. As oportunidades para novas aplicações e desenvolvimentos com o OPV são imensas. Estamos apenas começando.

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