08/11/2018

Semicondutores são o elo mais básico da cadeia de valor da Internet das Coisas (IoT) e a indústria brasileira que atua nesse setor tem todas as condições para atender às demandas de soluções para esse novo mercado. A afirmação foi feita pela diretora institucional da ABISEMI, Rosana Casais, que participou do Seminário sobre Internet das Coisas: desafios, inovações e perspectivas para seu desenvolvimento no Brasil, realizado no dia 06 de novembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Conforme Rosana, a indústria nacional de semicondutores conta com instalações, pessoal qualificado, competência e conhecimento para trabalhar com IoT e diversos projetos já estão em desenvolvimento nessa área. Disse também que o setor investe sistematicamente em produtos e processos de inovação e que poderá atuar como um habilitador para o desenvolvimento de dispositivos relacionados à IoT, por meio do fornecimento de itens como chips de memórias, sensores, simcards, processadores e baterias, entre outros.

Na sua avaliação, isso somente foi possível graças às políticas de incentivo ao setor de semicondutores brasileiro que viabilizaram a constituição de um importante núcleo de empresas em operação atualmente no País. Dentre elas, destacou a Lei de informática e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (PADIS).

Segundo a diretora institucional da ABISEMI, ambas as políticas garantem investimentos anuais de mais de R$ 1,5 bi em Pesquisa e Desenvolvimento, já contribuíram para a geração 135 mil empregos diretos e altamente qualificados, e permitiram que o Brasil contasse com um dos maiores polos industriais da indústria de tecnologia em todo o mundo, fato que é comprovado pela existência de operações das maiores empresas globais do setor no país. Também foram fundamentais para redução do déficit da balança comercial e do mercado cinza, geração de renda e avanço tecnológico, sem prejuízo da arrecadação.

 “Até pouco tempo atrás, 100% dos componentes presentes em equipamentos eletroeletrônicos produzidos no Brasil, como notebooks, celulares e smart Tvs  eram importados, enquanto que hoje, por exemplo, a maioria das memórias utilizadas em equipamentos da mais avançada tecnologia tem fabricação nacional”, destacou.

De acordo com Rosana, esse é um setor muito estratégico e o Brasil não pode depender totalmente do que é fornecido fora do País. Afirmou, também, que incentivos tributários e regulatórios são concedidos por todos os países que lideram o cenário mundial de semicondutores e, por essa razão, as atuais políticas devem não apenas ser mantidas, mas, principalmente, aprimoradas, de modo a permitir que o Brasil acompanhe o competitivo e cada vez mais promissor mercado de tecnologia.

Além da diretora institucional da ABISEMI, também participaram como palestrantes do Seminário sobre IoT promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados diversos representantes de entidades setoriais e órgãos governamentais diretamente relacionados com o assunto.

A apresentação feita pela diretora institucional da ABISEMI no evento está disponível neste link

Acesse aqui para assistir todas as palestras apresentadas nos painéis II e III do Seminário Internet das Coisas: desafios, inovações e perspectivas para seu desenvolvimento no Brasil, promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.

Compartilhe: